7.1. Porque usar Realidade Virtual na Educação ?
Podemos dividir a maneira como conhecemos o mundo em duas linhas. Numa delas, as experiências de 1ª pessoa, o indivíduo conhece o mundo como resultado de sua interação diária com ele. Este tipo de conhecimento é direto, muito freqüentemente, inconsciente, ou seja, não sabemos ou não temos claro, que sabemos alguma coisa. Na segunda forma, as experiências da 3ª pessoa nós conhecemos o mundo como ele nos é descrito por alguém. Este conhecimento é objetivo, consciente e explícito, ou seja, sempre sabemos quando estamos adquirindo-o, pois ele nos é ensinado por alguém.
Experiências de 1ª pessoa são naturais, privadas e predominam em nosso dia-a-dia na interação com o mundo. Nesta visão a interação com um computador é uma experiência de 3ª pessoa. Apesar de podermos manejar o mouse e o teclado com um nível de habilidade tal que se torne automático, quando uma informação surge, é como se alguém estiver contando para nós.
A idéia de imersão, da Realidade Virtual, é exatamente buscar uma forma de permitir a interação com uma informação através de uma experiência de 1ª pessoa onde o usuário não tenha que criar metáforas para relacionar o dado da tela com o real e sim possa explorar o dado como se ele de fato existisse.
Há diversas razões para usar a Realidade Virtual na educação, entre elas destacam-se:
maior motivação dos usuários;
o poder de ilustração da Realidade Virtual para alguns processos e objetos é muito maior do que outras mídias;
permite uma análise de muito perto;
permite uma análise de muito longe;
permite que pessoas deficientes realizem tarefas que de outra forma não são possíveis;
dá oportunidades para experiências;
permite que o aprendiz desenvolva o trabalho no seu próprio ritmo;
não restringe o prosseguimento de experiências ao período da aula regular;
permite a que haja interação, e desta forma estimula a participação ativa do estudante.